quarta-feira, 29 de maio de 2013

Aos Inimigos


A minha mesa chamo os inimigos

Faço a boa e peço a Dionísio um ótimo vinho
E brindo.. e brindo ... 
Mesmo em guerra ainda os amo como amigo ... 


- Skillera.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pisciana

Pra todas as pessoas que eu olhava, a via.
Queria lhe dizer que seu rosto ficou na minha cabeça
de um modo involuntário.
Mas Augusto Branco já disse uma vez:
"A maior corvadia de um homem é despertar o amor de uma mulher
sem ter a intenção de amá-la".
E eu não tenho.
(Pois sou um paradoxo)

Então me calo.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O circo de horrores e o fantasma que subjugava

Minha casa sempre foi assombrada. Nem todo fantasma, está morto de fato.
Ultimamente tenho lido muito sobre tal tipo de fantasma... São variados: Gente que te persegue, gente que a gente não consegue esquecer, gente que vive pelos cantos... Existem muitos tipos de fantasmas vivos andando por aí.

Eu conheço um. E ele sofre... Sempre que o ouço chegar, noto toda a atmosfera mudar para algo mais pesado... Quase sempre posso ouvi-lo gemer, arrastando os grilhões. Nem adianta rezar! Não adianta acender vela, não adianta. Os grilhões são armadilhas da cabeça dele, só ele próprio pode se libertar.
Ninguém gosta de tristeza. Então ele sofre mais...



E eu vou contar o que acontece com pessoas, fantasmas, objetos, quadros, escadas, demônios, e tudo mais que você puder imaginar, quando se é triste: Num filme, as pessoas ficam juntas quando tem depressão, e tudo é superado no final. Mas na vida real, elas são abandonadas.
Não sei se foi isso que aconteceu, pois vejo tudo através de um quadro cinza, não sei se é passado, se é presente ou futuro. Só sei que vejo, e parece real.
Fantasmas assustam, mas quando se tem afeto por eles, é complicado deixar de ser assombrado. É complicado abrir mão da suposição de que você vai quebrar os grilhões, mesmo que saiba que isso não depende mais de você. Como dizer a ele que está morto? Como dizer "vá para a luz meu filho" sem que ele ao invés de seguir, me assombre, agora porém, com ódio e rancor? Tristeza e melancolia? ...
Não é agradável vê-lo se arrastando pelos corredores... Mas também não é legal imaginar que ele vai se espreitar atrás de mim! Se é que já não se espreita...
Não nego que existe um medo súbito dele puxar meu pé na cama, a noite. Tento conviver com isso a um tempo.

A corda está bamba, acho que vai estourar. Quando poderei proferir essas palavras com clareza?

Me sinto perdida numa história de circo, onde eu ando sobre a corda e cuspo fogo. Metade bela, metade monstro. Onde homens que viram lobos existem, e palhaços choram. Também existem charlatões, nem tudo é diferente da vida real.
Monto um leão, mas... Onde ele está? Onde está o leão que sempre cavalguei? Meu leão foge. E o fantasma chora. Eu também o apavoro, mas não posso enfrentá-lo. Será ?

Um dia farejei o meu leão e desapareci. Desapareci, cuspindo fogo e com o coração sangrando, pois deixei para trás aquele pobre fantasma, que me olhou com olhos de criança perdida... Mas eu não podia ajudá-lo. Essa culpa não me pertence. Fugi do mausoléu que aquele circo de horrores se tornou pra mim, mas... Eu? ... O circo nunca mais saiu de mim.



Nos seus aspectos belos... E nos mais sombrios.