quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O dia em que o velho Duende foi embora

Vou sentir saudade, apesar de nossas diferenças, das noites divertidas em que eu sempre aprendia algo com ele. Aquele Duende metódico e louco, mas com um coração de ouro.
Talvez eu nunca vá entender, mas no último segundo, ele me provou que era digno, retirando todas as dúvidas que já ousei ter em relação ao seu caráter. Talvez eu nunca vá entender, mas meu Max já sabia.

Aquele Duende me ensinou muitas coisas, como um mestre japonês, ainda posso ouvi-lo na minha cabeça dizendo duro: - JÁ ARRUMOU SUAS COISAS?
- JÁ ORGANIZOU TUDO?
- FAÇA LOGO ANTES QUE VOCÊ SE ATRASE.

Obrigada mestre Duende, mesmo que agora você tenha viajado de volta para a terra da Brumas, sei que vai continuar buscando seu pote de ouro. Porque é isso que você faz de melhor! Você guarda esse relicário que batizamos de coração, e foca nos seus ideais. Eu sei que ele está rachado... E sei que era importante pra você... Mas não fique triste, com o tempo essas rachaduras é que dão o charme.

Uma vez minha irmã me disse "eu odeio despedidas". Agora eu sei como é. Agora você sabe também. Lhe escrevo essa carta, como um fio que ainda nos conecta, porque não o odeio, porque o quero bem, porque nós dois fomos vilões e porque tenho orgulho de você, mesmo tão ranzinza e melancólico, se mostrou tão nobre, tão caridoso... Não quero ser prepotente, mas acho que você aprendeu isso comigo. Eu também aprendi com você.


WORK HARD, PLAY HARD!



Não vou esquecer essa frase, em memória a você! Eu vou mostrar pra todo mundo, como eu sei que você gostaria que eu mostrasse! E eu sei que você vai mostrar também. Então vamos ver quem chega na ponta do arco íris primeiro? Vamos roubar esse pote de ouro!
Não se sinta mal, eu também tenho saudades. É que você é Duende, eu sou ave. E quem tem asas quer voar. Prometo, vou vencer distâncias, mas ao meu jeito. Confie em mim, eu só quero ser feliz!
Agora chega de me emocionar! Não quero mais vê-lo arrastando essas correntes, voe livre como eu.

Culpas, vazios, rancores, tristezas ... Nada disso nos leva a algum lugar. Preencha essas lacunas com tinta, com maquiagem, com água de chuva. Vá ouvir axé, desligue esse blues. Se permita, adote um amigo.
Enfeite essa rachadura com fitas de cetim!
Não transforme os 24 num velório. Encha a cara, tome ácido, corra pelado, nós estamos no fim do mundo!

É a sua primeira vez. Eu já aprendi, você também vai aprender.
A terra das Brumas fica logo ali, mas virando a direita fica mais perto do arco íris do que você imagina!



E no final dele, terá cerveja!


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