domingo, 10 de julho de 2011

Animais não podem se defender sozinhos


Então sim, eu vou brigar e vou xingar e não falarei mais com a pessoa que se atreva a maltratar algum em minha frente.
Se a pessoa for no mínimo especial para mim, ainda tentarei ensina-la como ser melhor ...
Se não, passar bem, boa viagem.
Não importa que seja amigo de anos, nem família ... Que seja o Papa.
Eu não vou rir se enquanto você dirige, se diverte tentando atropelar gatos.
Eu não vou impedir que te linchem, se quando você vê cães na pista, você acelera o carro.
Eu espero mais. Espero que você morra de forma pior se você faz qualquer coisa do gênero.
Ah, faz mal não perdoar ? Faz mal desejar mal ?
Pois bem, então vamos nós dois para o inferno.
Animais são como crianças. Ambos precisam de carinho, paciência e proteção.


E se você discorda meu chapa, sinto lhe dizer,
mas você não é bem vindo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

São Paulo

A cidade era cinza e molhada.


Da janela ela podia ver apenas prédios e o céu sem cor, mas ainda não se sentia deprimida por isso. Apenas aquele velho medo do desconhecido, pois estava ali a passeio.
Aliás, o que a divertia mesmo era o lado de dentro. Aquela janela pintada de vermelho dava um ar alegre a quitinete onde ela passou a noite. E o armário branco perto da janela, dava uma balanceada e tranquilizava-a. O chão de madeira, fazia com que o lado de dentro não congelasse e era tão bom caminhar em piso de madeira.


Tudo tão casual e aconchegante ... Dali poderiam sair muitos posts, especialmente de madrugada, quando empurrasse a poltrona de frente pra janela, e ficasse observando por muito tempo a luz azul de neon do prédio da frente.



O prédio de frente tinha luzes azuis quando anoitecia. Era o prédio onde havia sido filmado o seriado da Globo, Aline.


Parecia um prédio antigo visto de fora, ela gostou de observa-lo além do fato de se identificar com a personagem Aline. Ria-se com o seriado, pois via a si mesma em Aline, porém, interpretada de uma forma mais boba.
Havia uma época em que ela teria dois namorados tranquilamente . E por que não ? ...



O vento era frio lá fora, desses que congela pescoços nus e desprotegidos. O chão da rua era meio irregular apesar de ser asfaltado, e havia mendigos por toda parte: ela estava numa cidade grande.
Talvez melhor mendigos do que cães. Lugar de cachorro é em casa e não na rua. Mendigos fizeram suas escolhas ... Ou não. Mas isso é dissertação para outro post ...

Caminhou curiosa pela cidade grande, enorme. As vezes prestava atenção nos detalhes, e tropeçava. As vezes olhava pro chão, e perdia os detalhes.

E o vento permanecia firme e forte


Viu grafites nas paredes, em um deles ao meio aos desenhos dizia: "Ficha limpa, já!"
A ficha limpa já estava em andamento no congresso ... Não estava ?
Já outro dizia "São Paulo é uma chaminé"!
Aquilo parecia um pedido de socorro, de alguém que gritava de dentro de uma gaiola.
... Ficou um pouco assustada em acabar concordando, já tarde, que São Paulo realmente era uma chaminé.
Era para aquela chaminé que ela haveria de se mudar um dia ?
Seria possível viver feliz dentro de uma chaminé ?
Esperava que sim, pois estava decidida a ir ...

Não dormia muito lá, deveria estar ansiosa. Sempre acordava quando começava a amanhecer. Se acordasse todos os dias assim e disposta quando se mudasse pra lá, ao menos teria sorte no trabalho e/ou na faculdade.
Quando partiu de volta para o litoral, fazia 5 graus positivos em São Paulo.
Aquele deveria ser o dia mais frio do ano. Mas ela nem se sentiu tão mal por causa da temperatura. E olha que odiava frio ...


Caminhou acompanhada pelo pseudo tio, saltando poças que a chuva formou, até o metrô, e de lá seguiu sozinha pelas escadas rolantes ...
Se sentiu meio caipira lá dentro, apesar de ninguém em volta se importar. Só ela ficava tonta quando olhava o metrô passar muito de perto ?


Seguiu até o Jabaquara, encontrou o caminho certo, subiu escadas, virou corredores, andou em círculos ... Mas encontrou o caminho. Comprou sua passagem, quis comprar um capuccino ou um milkshake para congelar de uma vez, mas ambos estavam em falta.
Resmungou qualquer coisa e depois deu de ombros. O café ou o milkshake eram apenas pra compensar a presença física de alguém que ela gostaria que estivesse lá.
Não seria nada mal esperar aos beijos ônibus chegarem ! Quem não quer ?
Porém, nem tudo são rosas, e ela apenas esperou pacientemente, entre ligações de celulares e sms's para passar o tempo, o seu ônibus chegar.
Subiu, e bye bye capital.

Olá Serra, olá plantinhas molhadas, olá verificação da passagem, olá sono, olá sms sem assunto, olá fones de ouvido, olá Praia Grande, olá Terminal Tático, olá ônibus que me leva pra casa ...
Olá Mika (sua cadela devia ter escapado, pois saltitava na rua).


É, estou em casa.